sábado, 29 de junho de 2013

ADAPTAÇÕES E MODIFICAÇÕES PARA A INCLUSÃO ESCOLAR





Quando temos um aluno com deficiência física, não é tão difícil imaginar que a escola precisa se adaptar para receber este aluno. Rampas, classes com design especial, sala no andar térreo...e se o aluno é deficiente visual ou auditivo, braile e libras respectivamente são apenas alguns exemplos. 
Mas e o aluno com autismo? 
As escolas esperam que eles se adaptem a escola, ao invés de provê-los com as adaptações e/ou modificações necessárias?
Não é possível pensar em inclusão sem pensar em Adaptações e Modificações, sejam no currículo, na metodologia, no ambiente, na forma de ensinar e de avaliar.
(...)
Quando uma escola parte da premissa que todos aprendem igualmente e não buscam um olhar mais individualizado para o aluno, ela já está sendo uma escola de exclusão, por que ninguém aprende da mesma forma. Dito isso, ao depararmos com uma escola realmente inclusiva podemos perceber que todos se beneficiam, pois este ensino orientado pelas diferenças desenvolve melhor as potencialidades de cada indivíduo. Além de promover um ambiente onde as diferenças são percebidas e valorizadas de modo natural deste cedo. Isto eleva o valor de cidadania, algo que muitos adultos não aprendem em uma vida inteira.

Importante destacar o conceito de:
ADAPTAÇÕES: Mudanças em COMO o aluno irá aprender o MESMO conteúdo da classe.
MODIFICAÇÕES: Mudanças em O QUÊ o aluno irá aprender (ocorre quando este trabalha num nível substancialmente inferior aos colegas de classe.
Pensar nisso é fundamental. É justamente a inabilidade de pensar nisso que dificulta o entendimento de uma inclusão que promove o desenvolvimento do sujeito com necessidades especiais no plano social, emocional, motor e cognitivo.
Não podemos manter nenhum aluno eternamente na primeira série. Faz parte do processo inclusivo dele acompanhar os pares de idade similar e desenvolver ao longo de sua vida escolar um currículo funcional que lhe garanta as melhores condições de autonomia possível.
Educar em tempos de "revolução" não é fácil, mas é o momento oportuno para semearmos os fundamentos de uma inclusão de verdade e transformar o desafio de educar no privilégio de aprender com a diversidade humana.
Eu acredito sim na Inclusão!!!
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